Rio+20: chefe da delegação brasileira pede que ricos cooperem com o desenvolvimento sustentável

O chefe da delegação do Brasil na Rio+20, embaixador André Corrêa do Lago, apelou hoje (15) para que os países ricos cooperem com o desenvolvimento sustentável e aceitem aumentar o volume de recursos para as propostas em discussão. As negociações sobre economia verde e elevação de recursos impedem um acordo geral nos debates. Porém, Lago negou que a expressão economia verde tenha sido retirada do texto final e a proposta sobre o fundo, excluída de forma definitiva.

“Ainda há margem de negociação, sim”, disse o embaixador, de forma enfática. “Os países em desenvolvimento pedem esse apoio há 40 anos. [Mas] muito não foi feito porque não vieram recursos financeiros e tecnológicos.”

Em seguida, Lago acrescentou que: “Os países em desenvolvimento estão fazendo muito na direção do desenvolvimento sustentável, mas podiam fazer mais se tivessem cooperação. Vamos continuar fazendo, mas se tiver transferência de recursos, poderemos fazer mais”.

A iniciativa dos negociadores G77 (que é formado pelos países em desenvolvimento) de retirar-se das reuniões sobre economia verde não assusta o embaixador. Segundo ele, a expressão não será excluída do texto final ainda em fase de negociação.

“[A expressão de economia verde das negociações] Não vai ser retirada. Mas vamos definir claramente o que é [e o que significa]”, disse o embaixador. “O que ocorre é que os países em desenvolvimento acreditam que existam várias formas de economia verde. O temor é que os países com recursos financeiros [os ricos] possam criar condicionantes de atenuar o apoio, caso os outros [países em desenvolvimento] façam o que querem.”

Lago acrescentou ainda que o “Brasil está avançado nesta questão, mas ainda há o temor que se crie essas condicionantes”. Em discussão há, ainda, várias pendências sobre temas sem acordo, como transferência de tecnologias limpas, capacitação de profissionais para a execução de programas relacionados ao desenvolvimento sustentável, além da possibilidade de fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a criação de um fundo.

Fonte: Agênica Brasil

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