Projeto aprovado que proíbe debate sobre ideologia de gênero em escolas de Petrolina, acirra sessão e poderá terminar no conselho de ética da Câmara

Um projeto de lei de autoria do vereador Elias Jardim (PRTB) que proíbe debate sobre ideologia de gênero nas escolas de rede municipal de ensino de Petrolina, esquentou os ânimos no plenário da Câmara Municipal na sessão desta quinta, 7. Plateia e vereadores se exaltaram em alguns momentos dos debates.

O embate provocou aplausos e vaias do público presente à reunião e xingamentos entre os vereadores. Mesmo com tanto bate-boca entre os vereadores Professor Gilmar Santos e Cristina Costa, ambos do PT e da bancada de oposição, com colegas governistas que defendiam a matéria, o projeto terminou aprovado por 12 votos favoráveis e 3 abstenções. Os demais vereadores que totalizariam 23, não estavam presentes.

No centro de mais uma polêmica na Câmara Municipal da maior cidade do sertão, o vereador Gilmar Santos poderá parar no Conselho de Ética do legislativo petrolinense, com uma representação tendo como autor o segundo vice-presidente, vereador Gilberto Melo (PSL).

“Hoje ele feriu o regimento, chamando os vereadoras de os caras. Caso ele não se retrate, eu já venho observando a forma como o vereador Gilmar vem tratando os colegas e eu como segundo vice-presidente, membro do Conselho, vou solicitar uma representação contra ele caso não haja uma retratação por parte do vereador. Ele usa a cara de moço e vez por outra, destrata casa vereador aqui da bancada de situação na Casa”, disse Gilberto Melo.

O colega de bancada de situação de Melo, vereador Osinaldo Souza (PTB), disse que será o primeiro a assinar essa representação contra o petista. “O vereador Gilmar é um professor e se não conhece deve estudar o regimento da Casa e vem usando certos termos contra os colegas. Não iremos permitir a falta de respeito que o vereador Gilmar vem tratando aqui os seus pares. Eu assinarei e irei colher assinaturas se for preciso”, disparou Osinaldo.

Presidente da Câmara, o vereador Osório Siqueira informou que só pode encaminhar a medida para as instâncias do Conselho de Ética quando receber oficialmente a representação de Gilberto contra Gilmar. “Quando o vereador Gilberto oficializar, iremos sentar com o jurídico para ver a fundamentação da legalidade, mas primeiro essa representação deve ser oficializada”, explicou Osório.

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