O público pode bancar o privado?

Os aliados do prefeito Miguel Coelho (PSB) criticaram a ausência dos incentivos ao carnaval privatizado de Petrolina por parte da gestão do governador Paulo Câmara. Na realidade, os críticos não observaram que o público não pode bancar o privado.

Esclarecendo:

A prefeitura de Petrolina realizou no final de 2017 uma licitação na modalidade de Concessão Pública, ou seja, dando total autonomia a empresa vencedora a vender os espaços e comercializar toda a logística durante todos os eventos realizadas pela prefeitura no ano 2018, cabendo a prefeitura apenas arcar com as atrações, limpeza e segurança, o que não é permitido por lei. Porém, o correto seria a empresa vencedora arcar também com as atrações e logística.

O governador Paulo Câmara, sabendo antecipadamente da nova modalidade do carnaval, preferiu não se arriscar para não cair em crime de improbidade administrativa, já que o carnaval 2018 de Petrolina não teve como finalidade as manifestações culturais e sim o lucro da iniciativa privada.

Depois de muitas críticas ao prefeito Miguel Coelho, cabe agora ao executivo chamar a sua equipe e colocar os trilhos na linha e acabar com esse carnaval excludente, quando na realidade o único carnaval democrático que aconteceu em Petrolina sem fechamento e sem criticas foi a “Lavagem da Banca” organizada pelo vereador Ronaldo Cancão.

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