Humberto Costa deve, pelo menos, trocar a “receita do colírio” até 2018

Humberto Costa, ainda, não consegue enxergar o caminho da sua reeleição ao Senado Federal. Foto: Reprodução.

O senador Humberto Costa (PT) está sem rumo para as Eleições de 2018. A afirmação pode causar estranheza e soar como tendenciosa, mas vamos aos fatos:

Na imprensa, o senador petista afirma que não irá se aliar a partidos que ajudaram no golpe à ex-presidente Dilma Rousseff, no entanto, nos bastidores, aposta todas as suas fichas em uma aliança com o Governador Paulo Câmara.

Essa aliança entre PT e PSB se repetiu no passado. Em 2010, Humberto Costa concorreu ao Senado Federal e foi carregado nas costas pelo imenso reduto eleitoral do ex-governador Eduardo Campos. Em 2018, a estratégia é a mesma, fechar aliança com Paulo Câmara (PSB) para permanecer como senador.

A cegueira de Humberto. Nos bastidores, Humberto e sua trupe armam contra a pré-candidata ao Governo do Estado, Marília Arraes (PT), esquecendo que a incoerência política com a Frente Popular de Pernambuco pode lhe custar seu cargo federal.

Outro ponto é que a ascensão da neta do ex-governador Miguel Arraes poderia lhe garantir sua reeleição ao Senado, no entanto, Humberto não tem tirado proveito do óbvio. Enquanto o médico e jornalista não enxerga isso, o presidente da CUT-PE e pré-candidato a Câmara Federal, Carlos Veras, continua apoiando a candidatura própria do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo do Estado, assim como, a deputada estadual, Tereza Leitão e o deputado estadual, Odacy Amorim, – esse último, suspeito de estar a serviço de alguém para prejudicar a candidatura de Marília Arraes, diferente do senador petista, que fez isso, notoriamente, durante sua participação em evento do Partido dos Trabalhadores em Serra Talhada.

O vencimento do colírio de Humberto Costa pode lhe colocar em uma posição de desgaste dentro da sua legenda, aumentando sua rejeição e, por consequência, levar a um fracasso como nas eleições de 1998 (Senado) e 2012 (Prefeitura de Recife), nas quais não teve sucesso.

Com medo de investir na candidatura da sua companheira de legenda, Humberto Costa esquece que, no passado, quando iniciou na vida pública não tinha força política, apoio popular e fazia mais baderna do que política nos movimentos estudantis, que hoje ficam em silêncio em momento de tão grave crise que atravessa o estado de Pernambuco e Brasil.

Humberto Costa vai além do esquecimento, golpismo ou corrida eleitoral, coloca-se como pequeno em um processo, onde poderia sair engrandecido com seu discurso renovado e passando para milhares de militantes o seu apoio mesmo sabendo das dificuldades da candidatura da sua companheira de partido, Marília Arraes, estaria mantendo o seu discurso de luta e relembrando as histórias do ex-presidente Lula, no ABC da Grande São Paulo.

O medo do senador petista é falta de recursos para a campanha partidária, o tempo de tevê, a estrutura partidária, as alianças… Tudo isso é compreensível, o que é incompreensível é não acreditar na sua base e querer se aliar nos bastidores com a base que tirou seu reinado, destituindo Dilma Rousseff do seu cargo político e que agora se afasta de Michel Temer, após ver a rejeição do Governo “Ordem e Progresso” em 97% – em todo território nacional.

Humberto Costa deve, pelo menos, trocar a receita do colírio, já que a catarata parece avançar e o medo da cirurgia, ainda, ronda sua reeleição ao Senado Federal em 2018.

Forte Abraço!

Pelo Jornalista e Comentarista Político Robério Sá 

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