Com Temer, risco de calote do Brasil se iguala ao de Bangladesh

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, de BB para BB-, acabou por colocar o Brasil ao lado de países como Bangladesh, Costa Rica, Guatemala, República Dominicana, Honduras, Macedônia e Georgia, no que diz respeito ao risco de um eventual calote. O rebaixamento da nota, três pontos abaixo do nível de investimentos, marca a contramão do discurso oficial do governo Michel Temer sobre a “austeridade” e a “volta da confiança dos mercados” que marcaram o golpe parlamentar que tirou Dilma Roussef do poder.

Matéria da BBC Brasil observa que a S&P destacou que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil se deve a “atrasos no avanço das medidas fiscais corretivas, essenciais para encarar uma das principais fraquezas da classificação do Brasil, juntamente à incerta perspectiva política após as eleições presidenciais de 2018, refletem a fraca efetividade da classe política do Brasil em formular políticas públicas”.

Em 2008, ainda no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a S&P foi a primeira agência de classificação de risco a conceder o selo de bom pagador para o Brasil. Já em 2015, a S&P também foi a primeira a rebaixar o Brasil, o que ajudou a pavimentar o discurso que levou Temer ao poder.

“A última vez que o Brasil teve uma nota BB- foi em 2005. Apesar de estar no grupo de Bangladesh, o país está na frente de países como Argentina (B+), Grécia (B-) e Equador (B-), quando comparadas as notas para títulos em moeda estrangeira de longo prazo. Na América do Sul, Colômbia (BBB), Peru (A-), Chile (AA-) e Uruguai (BBB), por exemplo, estão entre os países com selo de bom pagador”, destaca a reportagem da BBC.

Leia a íntegra da reportagem da BBC sobre o assunto. (247)

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