Cerveja deve ficar 2,85% mais cara após aumento de IPI

As bebidas frias, como cerveja, água, refrigerantes e isotônicos, devem ficar 2,85% mais caras após o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), divulgado nesta quinta-feira (31) em Decreto publicado no Diário Oficial da União.

 De acordo com a Receita Federal, o aumento só será sentido pelo consumidor em outubro deste ano, quando a medida entra em vigor. A alta deve variar entre os produtos que compõem o setor.

 Até 2015, as alíquotas que, para alguns tipos de bebidas incidem apenas sobre 30% do preço no varejo, passarão a incidir sobre 52,5% do valor final. Ainda conforme as regras publicadas hoje, as tabelas de preços das bebidas passarão por atualização todos os anos, sempre em outubro.

Motos e eletrodomésticos

 Além das bebidas frias, o governo também alterou o IPI incidente sobre motos, micro-ondas e ar-condicionado.

 Nestes casos, as alíquotas passaram de, respectivamente, 15%, 30% e 20% para um percentual de 35% para cada produto. Segundo a Receita, para estes itens, o aumento foi adotado com o objetivos de proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira, especialmente as empresas instaladas na Zona Franca de Manaus.

Impacto

 Em nota, a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos e Eletroeletrônicos) disse que a elevação do IPI para os produtos de ar-condicionado e micro-ondas vem ao encontro da necessidade de tornar o setor mais competitivo.

 Para a Associação, a medida possibilitará “a continuidade de empreendimentos industriais na Zona Franca de Manaus, assegurando o nível de emprego, com reflexo em toda sua ampla cadeia produtiva”.

 A CervBrasil, entidade que representa as indústrias de cervejas e refrigerantes do país, por outro lado, afirma que o reajuste anunciado deve prejudicar o setor que já vinha sentindo os efeitos da desaceleração no início de 2012 e, além do aumento de preços, a medida pode colocar em risco “o empreendedorismo de milhares de brasileiros proprietários de pequenos estabelecimentos comerciais espalhados pelo Brasil”.

 Até o fechamento desta matéria, o portal InfoMoney não conseguiu contato com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

Fonte: UOL

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