A pipa do PT não sobe mais; Blog descasca a política do quanto mais consumo melhor de Lula e Dilma

A pipa econômica alçada aos céus pelo PT, dá sinais que não sobe mais. Para piorar, os ventos não internacionais não são favoráveis. A fórmula venceu. Jogar para cima do trabalhador, grande parte endividada, a responsabilidade de alavancar a economia não mostra mais resultado. É preciso ousar mais, ir mais longe. Resta saber se o governo, com apoio de tudo que é lado, de tudo que é partido, terá fôlego para aprovar as reformas, como a tributária, para enfim fazer a mudança estrutural do País, tão propaganda pelo Partido dos Trabalhadores.

Enquanto elas não chegam, não dá mais para ficar esperando que o cidadão, que ganha mal, vá fazer do PIB nacional algo parecido com o chinês há cinco anos atrás. Segundo o IBGE, 70% das pessoas empregadas com carteira assinada no Brasil ganham até dois salários mínimos. O nível de endividamento do brasileiro chegou a 9%. O resultado é imediato: queda no consumo.

Mesmo assim, o governo lança mão de medidas paliativas no desespero de contornar a situação. Abaixou IPI sobre automóveis, o que revelou a sede de carros novos que brasileiro tem. Em junho, foram vendidos mais de 340 mil unidades em todo País. Em Petrolina, no mesmo período, foram registrados 90632 carros soltos pelas ruas já apertadas da cidade.

Na agricultura, há poucos dias o governo Dilma anunciou um aporte de mais de 18 bilhões de reais para pequenos produtores familiares. Porém, o deputado federal e coordenador do núcleo agrário do próprio PT, Valmir Assunção, afirma que sem reforma agrária não há mudanças significativas. Milhares de trabalhadores rurais esperam por terras para produzir. No governo atual, as políticas de assentamento estão paradas até segunda ordem.

Portanto, para a pipa do PT voltar a subir, faz-se necessária muita coragem para mexer em nós da estrutura econômica brasileira amarrados pela elite nativa. Forçando esse consumismo insustentável, sobre vários aspectos, que faz o Brasil crescer em um ano e retroceder nos três seguintes, não vai nos levar a lugar nenhum. Ou melhor: levará à precarização cada vez mais acentuada das condições de trabalho e, como consequência, de vida.

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