A excitação de uma tragédia

Foi ridícula a cobertura que um radialista de uma rádio comunitária que pertence a um deputado deu à notícia de um possível seqüestro em Petrolina na manhã desta segunda-feira. O dito “profissional de imprensa” berrava, gemia, fazia terror e parecia ter orgasmos no estúdio, toda vez que tocava no assunto. Para ele, tratava-se de uma grande ferramenta no intuito de desviar o clima de festividades que toma conta de Petrolina devido aos 15 dias de festa no São João do Vale.

Notadamente, o tal locutor desejava ardentemente estender o drama por toda a semana mas, para sua frustração, o seqüestro relâmpago foi desbaratado e a vítima, apesar disso, decidiu permanecer na cidade até o domingo (1º de julho). Como sobrevive de polêmica, o “âncora” terá de arranjar outro terror para sustentar a sua audiência no decorrer da semana e continuar berrando à procura do seu repórter de rua pelos cantos da cidade.

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